O jogador de vôlei brasileiro tem um dos estilos de jogo, que em minha opinião, é o mais forte e bonito do vôlei mundial. Nas gerações passadas o Brasil tinha como arma as bolas incrivelmente potentes nas pontas com as atacantes Leila, Hilma, Virna, Erika, Márcia, Fu e Ana Moser, porém o país foi evoluindo e começou além das bolas fortes, pela ponta, trabalhar as bolas cada vez mais rápidas no meio de rede (hoje nossa bola mais eficiente). Fomos evoluindo mais ainda, principalmente no bloqueio, hoje uma das nossas armas principais contra os adversários, sem falar no bloqueio, e um estilo de jogo cada vez mais rápido e jogadas cada vez mais bonitas, que definem muito bem o estilo "malandro" e o "jogo arte", tipicamente brasileiro.
Com o vôlei se tornando cada vez mais tático e técnico, o Brasil não deixou seu estilo de lado e com o passar das gerações de vôlei, continuou sendo um time que joga com a emoção. Essa emoção por sua vez, pode ser a favor ou contra o time. Contra pelo fato de às vezes usa-se muito a emoção e acaba colocando-a acima da razão, interferindo assim o desempenho do time em quadra. E se o jogo esta favorável para o Brasil, o time continua bem. Mas se o jogo está ruim, o Brasil fica ruim. Todavia, o Brasil vem mudando essa atitude e mostrando que se pode jogar com a emoção e mantendo junto consigo a concentração e a razão.
A seleção brasileira de vôlei com o passar do tempo, vem se espelhando e aderindo ao estilo de jogo dos adversários, quanto ao que pode absorver de bom, como por exemplo, a potência dos ataques cubanos, as fenomenais defesas japonesas, a garra das jogadoras dos Estados Unidos e o bloqueio das russas, deixando o vôlei brasileiro MUITO mais forte sem deixar de lado o estilo brasileirinho de jogar.



Nenhum comentário:
Postar um comentário